A crise econômica iniciada nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2007 chegou ao Brasil, abruptamente, no último trimestre de 2008. Nos primeiros nove meses do ano o país viveu um período de crescimento relativamente rápido, em comparação com as taxas de crescimento verificadas nas últimas três décadas. Mais significativamente, o crescimento em 2008 parecia dar prosseguimento a uma nova tendência de expansão da economia brasileira, iniciada dois anos antes. A importância do crescimento dos investimentos privados sugeria que um período de crescimento sustentado poderia estar se consolidando, apoiado em uma sólida ampliação do consumo privado, alimentada pelo aumento do emprego e pelas políticas de distribuição adotadas no governo Lula da Silva.
